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Instalação

O SIG-Bus é um plugin do QGIS: ele não tem instalador próprio nem exige nenhuma biblioteca de fora. Instalar é copiar uma pasta para dentro do perfil do QGIS e marcar uma caixinha — os passos abaixo cobrem isso do começo ao fim, mais a única configuração opcional que o plugin tem, a da geocodificação de endereços.

O que é preciso ter

  • QGIS 3.34 LTR até a série 4.x. O plugin roda tanto em Qt 5 (QGIS 3.x) quanto em Qt 6 (QGIS 4.x) — a faixa declarada é 3.34 a 4.99, sondada no 3.34.4 e testada no 3.44 e no 4.2.
  • Nada além do QGIS. Todo o código usa o Python que já vem embutido no QGIS, inclusive o leitor de GTFS, que é do próprio SIG-Bus. Não é preciso instalar outro plugin, nem rodar pip, nem criar ambiente virtual.

Instalar o plugin

  1. Copie a pasta sig_bus/ para o diretório de plugins do QGIS:
  2. Linux: ~/.local/share/QGIS/QGIS3/profiles/default/python/plugins/
  3. Windows: %APPDATA%\QGIS\QGIS3\profiles\default\python\plugins\
  4. Abra o QGIS e ative o plugin SIG-Bus em Complementos → Gerenciar e Instalar Complementos → Instalados.
  5. Use o plugin por Complementos → SIG-Bus.

Se o QGIS já estava aberto quando você copiou a pasta, feche e abra de novo: ele lê a lista de plugins na inicialização.

Configurar a geocodificação

Essa configuração só interessa a quem vai construir um GTFS do zero ou importar paradas por endereço — quem já tem um feed com coordenadas pode pular esta seção inteira.

Configurar uma chave da API do Google Maps é opcional. Sem chave nenhuma, a cascata do OpenStreetMap (Nominatim → Photon → corretor de nomes de rua via Overpass) funciona igual, e não há nada a preparar. A chave, quando existe, é sua e é cobrada pelo Google.

Para mexer nisso, use o botão Configurar geocodificação…, ao lado de "Geocodificar" na etapa de paradas do assistente Construir GTFS. A janela tem três coisas:

  • Modo de provedor. Automático tenta o Google primeiro quando há chave configurada e cai para a cascata OSM quando não há (ou quando o Google falha); Somente OSM ignora qualquer chave e usa só Nominatim e Photon.
  • Chave da API do Google Maps. Campo mascarado, opcional. A chave é criada no console.cloud.google.com, com a Geocoding API habilitada.
  • Testar chave. Geocodifica um endereço conhecido com o que você digitou e mostra o resultado — ou o erro que o Google devolveu — antes de salvar.

A chave e o modo ficam no QSettings do QGIS (SIG-Bus/geocoding/google_api_key e SIG-Bus/geocoding/provider), que é da sua instalação: nunca vão para o arquivo do projeto nem para o feed, que costumam ser compartilhados. No Log de Mensagens do QGIS, toda URL registrada sai com a chave redigida como key=***.

Geocodificar é lento — e tem que ser

O Nominatim e o Photon são serviços públicos e gratuitos, e a política de uso deles impõe no máximo uma requisição por segundo por host. O SIG-Bus respeita esse limite esperando entre as chamadas, de propósito.

Na prática: uma parada cujo endereço não casa de primeira pode consumir várias tentativas de um segundo cada, e uma linha tem dezenas de paradas — então geocodificar uma linha inteira leva minutos. Isso não é lentidão do plugin nem do seu computador, é a regra do serviço. Para amenizar, o SIG-Bus guarda em cache o que já consultou na sessão e o botão "Geocodificar" pula as paradas que já têm coordenada.